Quantas sou? — Irina Marques – Arte & Pensamento

Quantas de mim sou?

Todas elas e, aquelas que também não sou,

muitas mais que estarão por vir e,

aquelas que deixaram de existir.

Sim, sou todas elas.

 

Sou aquela parte que se desviou,

a própria vida criou em derivações à parte.

Sou a outra que viajou,

aprendeu, compreendeu, assimilou,

um pedaço de mim, noutra parte.

 

Ser tantas é uma arte,

nem sempre fácil de entender

se um, se vai estender

ou de todos se reparte.

 

– Poema por Irina Marques

via Quantas sou? — Irina Marques – Arte & Pensamento

9 thoughts on “Quantas sou? — Irina Marques – Arte & Pensamento

    1. Foi mesmo essa a questão, Dulce.
      Sou tantas Irinas que para a sua definição seria necessário abarcar todas estes “heterónimos”, vá chamamos-lhe assim para simplificar (ou não).
      Um beijo, e uma excelente semana.

  1. “Ser tantas é uma arte,
    nem sempre fácil de entender
    se um, se vai estender
    ou de todos se reparte.”

    Concordo com Dulce. Divagações acerca do espelho, do experencial (incluso o que está por vir). Quantas você é? Quantas será que é? Hoje é o que é, hora é o que já foi, hora é o que virá. O vai e vem de só ser. Seguimos! Ótimo final de semana! 😀

    1. Sabes? Tranquiliza-me este pensamento de apenas “ser” . A questão prende na mesma, com quantas?
      Mas sim, ser, é a questão fundamental.
      Gostei, Bruno.
      Um abraço.

  2. Irina, este foi o poema mais profundamente teu que vi escrito. Adorei a forma como abordaste esta “multi-personalidade”.
    Tantas questões existenciais podem surgir, tantos “nossos eu’s”, afinal, quantos pedaços de nós somos?
    Adorei este poema, teria o escrito eu mesmo, sinto-me profundamente tocado.

    Cumprimentos minha cara amiga.
    N.

  3. Querida, que poema profundo, um pensamento semelhante ao meu é que eu digo também que sou até mesmo o que não sou. E tá ai no primeiro estrofe. muito bom!

    1. É uma verdade, somos tantos, somos quem somos, o que vemos, o que nos dizem, o que pensamos, o que não pensamos, o que queriamos ser, somos nós e o outro, enfim… Somos seres muito profundos.
      Gostei de te ver por aqui Ed. Bejinhos.

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