…encher

Já há bastante tempo que não publico sobre os meus trabalhos em arte plástica, claro está, que ultimamente não tenho arranjado muito tempo para os criar.

As fases de mudança são sempre complicadas. É nestas fases que descobrimos que temos tanta coisa, muitas delas, desnecessárias. Ao mudar de casa apercebi-me de quantas coisas supérfluas que tenho, no fundo, acumulações de algo que usamos tão pontualmente que não seria necessário o ter.

Porquê ter tanta coisa a “encher” a vida quando não se encontra a “preencher”?

Sou apologista que quanto mais simplificarmos melhor vivemos, pelo menos, mais saudavelmente. Acumular, só conhecimento e não, coisas físicas. O nosso olhar e mente consegue viver melhor com menos informação visual, assim sobra espaço para nos preenchermos com algo com mais valor e importante.

Sou apologista do menos que, a longo termo, nos trás mais.

Exceto nas mandalas, aí, a minha complexidade de pensamento tem expressão. Mas mesmo essas, ultimamente têm saído mais simplificadas e pequenas, no próximo post mostrarei um pouco dos meus últimos trabalhos.

Até lá, um abraço e até à próxima.

5 thoughts on “…encher

  1. A idade e a passagem do tempo tem dois efeitos: uns ficam mais agarrados aos objectos e guardam tudo; outros tornam-se mais minimalista, desapegados e apenas guardando o essencial. Eu estou a aprender e a apreciar esta segunda via. Além disso, um dia, facilita a vida aos descendentes!
    Simplicidade interior precisa-se!

    1. Verdade, as melhores recordações são aquelas que nos tocam no coração de forma positiva, essas, guardamos. O restante, bem, esse é melhor por de lado.
      Não vale a pena muito mas sim o essencial a estarmos bem.
      Um beijinho grande.

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