Mandalas de Novembro e Dezembro

A jornada pelas mandalas está quase a terminar, não porque me fartei ou cansei, nada disso. Foi uma fase, e ainda irei desenvolver mais uma ou outra que tenho estudadas e estruturadas. Continuarei a elaborar para encomendas que surjam neste sentido e, quando achar necessário e a disposição me chamar, criarei mais.

As ultimas que criei já demonstram um novo rumo, experimentações e demonstração de estados diferentes que até à data me vi compelida a elaborar.

Mandala Turquesa, 16 x 16 cm, acrílico sobre papel de aguarela, por Irina Marques.
Detalhe da Mandala Turquesa, sentimento de calma, a cor que se traduz melhor no calmar de emoções.
Mandala Verde, 16 x 16 cm, acrílico sobre papel de aguarela, por Irina Marques.
Detalhe da Mandala Verde, experiencia com a cor, poucas vezes usei esta cor em mandalas, creio que trouxe um pouco de confiança e esperança.
Mandala Sentidos, 16 x 16 cm, acrílico sobre papel de aguarela, por Irina Marques.
Tenho uma tendência para a combinação de cores, vermelho e azul. Muito a representar o meu inconsciente – a constante luta entre emoção e razão – aqui, com a ajuda dos cinzas a moderar o estado e a neutralizar um pouco ambos os estados de espirito.

E foram estas, as minhas ultimas criações. Não tenho estado parada nos projetos de pintura, apesar de ultimamente estar um pouco mais dedicada à escrita e lançamento de trabalhos em plataformas não deixo de criar, nem consigo.

Novos trabalhos começaram a surgir, uma outra fase que surgiu, no futuro mostrarei um pouco.

Gostaria de saber se gostam destas ultimas composições, se se identificam com alguma? O que vos transmite estas obras? Estejam à vontade de comentar, seja positivo ou negativo a vossa sensação, são perceções e sentires e todos eles validos.

Um abraço a todos e muita esperança no futuro.

16 thoughts on “Mandalas de Novembro e Dezembro

  1. Sabe, Irina, ‘ando’ um tanto sem ânimo para explorar a criação, talvez seja o fim do ciclo 20, não sei bem.
    Suas obras me provocaram pela atenção do olhar, especialmente a verde e a seguinte com calmaria. Realmente uma terapia visual!
    Grata pela partilha,
    um abraço de esperança de cá também.

    1. Lara, para mim essas são excelentes notícias. Vou-lhe só dar um conselho, se anda com ânimo, aproveite comece logo, não adie, nunca adie um impulso artístico. Muitas vezes esses impulsos abrem inúmeros caminhos, temos é que os expor e antes de começar custa muito, mas depois do salto, é só deixar ir.
      Eu fico desejosa de encontrar as suas criações aqui ou num outro lugar. É bom podermos partilhar tudo isto juntos. Aprendemos e crescemos.
      Um beijo e boa jornada.

  2. Irina, estão todas belíssimas, mas a que mais me chamou atenção foi a Mandala Turquesa. Talvez porque gostei da tua descrição dela,
    “sentimento de calma, a cor que se traduz melhor no calmar de emoções.” É isso mesmo que preciso na minha vida, um sentimento de calma. Obrigado pela partilha de tua arte. Abraço, Emanuel

    1. Agradeço imenso Emanuel, por partilhar o seu sentir. As cores traduzem tanto o nosso estado de espirito e podemos usa-las com essa finalidade mesmo, foi o que pretendi nestas ultimas obras. Bom saber que o meu sentir é percecionado por quem observa, e que posso partilhar estes estados de espirito que nos percorrem dia a dia.
      Um abraço forte.

  3. Sua arte conta com belo talento, Irina. Imagino os frutos que seu bom gosto lhe renderá em uma nova fase. Você se lembra destas palavras de Simônides?

    “Pintura é poesia silenciosa, e poesia, pintura falante”.

    Ao que parece, sua alma transita entre estas duas artes.

    Mil alegrias.

    1. Fico muito agradecida por suas palavras, Henri. E feliz que a minha sensibilidade plástica seja apreciada.
      A propósito dos grandes filósofos gregos, essa expressão, desconhecia. Conheço outros que falam de estética.
      Mas concordo imenso com essa afirmação, o processo de pintar, é uma composição, um expressar de sentimentos, um estudo, um dialogo silencioso. Picasso, afirmava algo muito idêntico “A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de rima plástica.”
      E quando escrevo, sinto o mesmo, seja através de poesia ou prosa tento, pintar com palavras, compor, brincar, expressar. Acho que em todos nós habita um pouco de um artista plástico, o desenho das letras a compor palavras e a formar frases não é mais, que o mesmo processo de pintura.

      Um abraço, e fico muito agradecida pelo seu comentário. Um dia feliz.

    1. Muito obrigado Mariel.
      Sempre com esperança, sempre. Essa é algo que devemos cultivar como se tratasse de uma bela planta, que no futuro irá dar flor e, se não der, nunca a deixar morrer, mas sim continuar a cuidar até um dia ela dar.
      Um abraço.

    1. Muito obrigada Nicole.
      Ás vezes escolher dentro de uma paleta colorida, pode ser complicado e difícil. Fico muito feliz que tenha gostado de todas.
      Um beijinho grande!

    1. Confesso, que maior parte das vezes, é a que me inclino mais. Não por ser a minha preferida, mas por representar imenso o meu estado de espirito.
      Muito obrigada, Fernanda.
      Um abraço.

  4. Estão todas muito bonitas e gosto especialmente da harmonia cromática da turquesa.
    Se a Irina pede opiniões, tenho algo a dizer sobre a verde: não aprecio muito daquele aro exterior tal como está. Parece separado do resto e uma mandala deve transmitir união e unidade. Penso que se ele estivesse alternadamente atrás e à frente das pontas exteriores verdes, haveria uma maior interligação e unidade. É apenas o que sinto, mas talvez o estar assim tenha uma razão e um qualquer significado. Na verdade não sei nada sobre mandalas.
    Isto é apenas um sentir do olhar.

    1. A Dulce é perspicaz. E aceito a sua opinião de bom grado. Posso tentar explicar o porquê de o aro estar separado da mandala, obviamente que será uma interpretação minha, sem qualquer fundamento estudado.
      Eu, conforme muita gente, sou uma pessoa composta por várias partes, self, ego, mundo exterior, animus, consciente, inconsciente… creio que o aro exterior, representa a sombra que Carl Jung fala em psicologia, provavelmente não só o exterior, mas isso seria um pouco mais aprofundado.
      Acredito que esteticamente a mandala se apresente um pouco diferente mediante esse aspeto.
      Um beijinho grande e fico muito agradecida pela sua honestidade.

  5. Independentemente das questões de gosto pessoal que sempre se colocam, são todas composições muito belas, de grande equilíbrio estético e cromático, rigor e perfeição, como já tínhamos tido oportunidade de referenciar noutros portefólios.
    Muitos parabéns. Obrigado pela partilha.

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