Sentaste e pensas “que vou eu dizer?” perante tanta coisa e tantos pensamentos que te passam pela cabeça à velocidade da luz. Não te ocorre, não permite, aprofundamento encontraste num aprisionamento de falta de vocabulário.

Ocorrem inúmeras situações, a tua cabeça distingue o que é real do imaginário, o que é grave e o que pode passar ao lado. “Passa?”, não, não passa, o que fica por dizer e esclarecer não passa. Nunca passa.

E como podemos continuar em frente com estas pendências? Fazemos de conta? Imaginamos? Talvez o melhor seja escrever, criar contos e imaginar, não continuar a abafar, o que foi grave, o que é grave. Queres falar, passar a palavras o teu ato de revolta, pensamento ou até um outro tormento e não consegues. Então toma conta de ti a angústia, a revolta, melancolia e imaginas. Se imaginar poderei mais facilmente esquecer.

“O que vou eu dizer?” 

Imagem alexandra lammerink no Unsplash

9 thoughts on “

  1. Pois é Irina, o melhor é não deixar palavras por dizer ou esclarecer. O melhor é aguardar pelo momento mais propício para as dizer. Guardadas, são como os fungos no escuro, ou sejam, vão minando…
    A escrita pode ser uma ajuda, uma forma de atenuar a energia, mas não a verdadeira solução.
    Eu penso assim. A ficção é uma coisa. A vida outra.
    Bj e o melhor 2021!

    1. Concordo consigo Dulce. Mas por vezes, nem as palavras ajudam na expressão, certas situações são impossíveis correrem como desejamos, então expressamos, de outra forma, em tom de ficção para que escape um pouco o que vai no nosso coração e não entre em corrosão.
      Sabendo e tendo consciência de cada lugar – realidade e ficção – trabalhemos com as duas, para o que está cá dentro, não atormente.
      Um beijo muito grande e que 21 seja, sem duvida, melhor que o ano anterior.

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